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Resultado do IPCA-15 acima do esperado é mau sinal para os próximos meses… | MINUTO DE ECONOMIA

A inflação continua alta e bem disseminada nos diversos grupos apesar da desaceleração motivada pela mudança de bandeira na energia elétrica. Isso deve fazer com que o Copom continue a aumentar a taxa de juros na próxima reunião, que ocorre em 15 de junho. A taxa deve passar dos atuais 12,75% para 13,25%. 

O IPCA-15 de maio foi de 0,59%, acima da projeção da GO Associados (0,47%) e acima da projeção do mercado (0,49%). Apesar de acima das expectativas, o resultado representa uma desaceleração da inflação na comparação com abril, 1,73%. 
O resultado menor do que o apurado nos últimos meses é consequência do fim da bandeira de escassez hídrica, uma taxa extra na conta de luz que deixou de vigorar em 16 de abril, o IPCA-15 apurou a variação de preços entre 14 de abril e 13 de maio. Dos oito grupos, habitação foi o único que apresentou queda, -3,85%, com o item energia elétrica caindo 14,09%. Caso o grupo habitação não tivesse apresentado queda, o IPCA-15 teria sido de 1,2%. 

Esta dependência da queda na energia elétrica é mau sinal para os próximos meses. Metade dos grupos da pesquisa apresentaram variação superior a 1% com destaque a Saúde e cuidados pessoais (+2,19%) impulsionada pelo item produtos farmacêuticos (+5,24%). 

O grupo transportes apresentou alta de 1,8%. As passagens aéreas subiram 18,40%, a gasolina, 1,24% e etanol 7,79%. • No acumulado de 12 meses, o IPCA-15 está em 12,25%, mais do que o dobro do teto da meta estabelecido para o IPCA em 2022 (5%). O acumulado dos cinco primeiros meses do ano quase supera o teto da meta (4,93%). 

IPCA (% por período)
IPCA entre abril e maio

Mais uma troca de comando na Petrobrás é forma pela qual governo tem lidado com assunto politicamente delicado… 

O governo anunciou ontem a demissão do terceiro presidente da Petrobras durante a gestão Jair Bolsonaro, o presidente José Mauro Coelho permaneceu no cargo por apenas 40 dias. 

O substituto, Caio Paes de Andrade, era secretário especial de desburocratização do ministério da Economia. A troca foi uma escolha do novo ministro de Minas e Energia, Adolfo Sachsida. 

A mudança, assim com o as outras não deve alterar o cenário no preço dos combustíveis. Embora desgaste ainda mais a imagem da empresa, com trocas no comando sem uma justificativa técnica. 

As mudanças de presidente ocorridas até agora não mudaram substancialmente a política de preços da empresa. Para atenuar o choque dos combustíveis a solução deve vir de outros lugares, como, por exemplo, a criação de um fundo de estabilização de preços. 

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