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Economia continua a surpreender positivamente o mercado: serviços crescem acima das expectativas em abril…  

As crises econômica e sanitária começaram a registrar comportamentos distintos. Apesar da gravidade da pandemia, a economia começa a mostrar recuperação mais consistente. O volume de serviços cresceu 0,7% em abril comparado a março, após uma queda de 4% em março contra fevereiro, acima da expectativa de mercado, 0,4%.

O condicionante principal para a recuperação do setor continua sendo a vacina.

O resultado é positivo e pode ser explicado pela redução das medidas de distanciamento social após um mês de março de novos fechamentos.

O grupo de serviços prestados às famílias, composto por restaurantes, hotéis e outros serviços, continua a ser o mais afetado pelas medidas de restrição, cresceu 9,3% em abril após uma queda de 28,0% em março. Este segmento está mais de 40% abaixo do nível pré-crise.

Outro setor afetado pela pandemia é o agregado de transportes, serviços auxiliares aos transportes e correio que ficou estável (0,0%), após cair 3,1% em março. Transporte aéreo continua a ser o mais prejudicado, situando-se 47% abaixo do nível pré-crise. O segmento de serviços continua a ser o mais impactado pela pandemia, caindo mais em meses de maior restrição de mobilidade e tendo uma recuperação mais lenta na fase subsequente.  

Em relação a abril de 2020, houve uma alta de 19,8%. Lembre-se, contudo, que a base de comparação é bastante deprimida, pois abril é o fundo do poço do choque da pandemia no ano passado. Em 2020, o volume de serviços encolheu 7,2%, com uma forte queda no segundo trimestre e uma lenta recuperação no segundo semestre.  No acumulado de 2021 o setor cresceu até abril 3,7%.

Tabela
Descrição gerada automaticamente

No acumulado de 12 meses até março, os serviços registraram queda de 5,4%.  

Variação mensal por grupo abril/20 (%)

Apenas quando a pandemia for colocada sob razoável controle será possível o funcionamento pleno do setor.  Até lá, a recuperação será lenta.   

O que vai mexer com as expectativas na próxima semana…    

No cenário doméstico:   

O principal assunto da próxima semana será a “super quarta” (16) com reuniões do COPOM e do seu equivalente nos EUA, o FOMC. Enquanto nos EUA a expectativa é de manutenção, no Brasil a Selic deve subir 0,75 p.p., de 3,5% para 4,25%. O principal interesse da reunião do Copom será a sinalização sobre a manutenção ou não de uma política monetária expansionista. Também destaque será a divulgação da prévia do PIB de abril, que ocorrerá na próxima segunda-feira (14).

A MP do ambiente de negócios (MP 1.040), importante para o esforço de desburocratização, deverá ser votada na terça. No Senado, a expectativa é de que a MP da Eletrobras seja votada entre terça e quarta. Se mudanças acontecerem, o projeto voltará para a Câmara que terá uma semana para votar o projeto. Lembrando que a MP perderá sua validade no dia 22/06.

Na Câmara, o destaque será o PLP 16/21 que unifica em todo o País as alíquotas do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) incidentes sobre combustíveis. Pelo texto, o imposto seria cobrado na refinaria e a alíquota para cada combustível seria uniforme em todo o país, com um valor fixado em reais, não como uma porcentagem do preço total.

No cenário internacional: 

Além do FOMC, a semana será marcada pela divulgação de dados de Produção Industrial e Vendas no Varejo nos EUA para maio. Na quarta (16) a China divulgará os dados de atividade do mês de maio. A divulgação de dados de inflação da Zona do Euro ocorrerá na quinta, dia 17.

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