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MINUTO DE ECONOMIA

7 de setembro piora as expectativas econômicas e turva o cenário para 2022…     

  • O feriado de 7 de setembro foi marcado por manifestações expressivas em apoio ao Presidente Bolsonaro. O caráter massivo e pacífico do evento representou uma demonstração de força do presidente.  
  • O problema residiu no teor do discurso que subiu muito além do razoável o tom de confronto com o Supremo Tribunal Federal, principalmente contra o ministro Alexandre de Moraes.  
  • A leitura do mercado é de que isso é ruim para a economia, aumentando a incerteza e dificultando ainda mais o andamento das reformas e de projetos importantes.  
  • A questão dos precatórios, em especial, deve ser inviabilizada com o aumento da tensão política. Nas últimas semanas estava sendo discutido um acordo sobre o pagamento de R$ 89,1 bilhões de precatórios no próximo ano, de forma a viabilizar o aumento do benefício médio do Programa Bolsa Família. 
  • Além da questão dos precatórias, outras reformas estruturantes como a tributária e a administrativa devem enfrentar uma tramitação mais difícil. 
  • Isto afasta investidores, principalmente internacionais. Não por acaso no momento em que este Minuto de Economia é escrito, a bolsa cai quase 3%, a 114 mil pontos, e o dólar apresenta alta de mais de 2,5%, superando a barreira dos R$ 5,30. Estes movimentos podem se intensificar caso não ocorra um arrefecimento das tensões.  
  • O dólar mais alto, em especial, tem efeitos em diversos preços da economia, principalmente sobre o preço da gasolina, um dos pontos de conflito entre o Presidente e governadores. 
  • O prazo apertado até as eleições torna difícil a abertura de um processo de impeachment. Entretanto, aumentou a pressão o que torna o presidente ainda mais dependente de sua base parlamentar.  

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