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MINUTO DE ECONOMIA

Escassez de matéria prima e da crise hídrica derrubam produção Industrial pelo segundo mês consecutivo…
• A Produção industrial caiu em julho 1,3%, resultado melhor do que a expectativa de queda do mercado, 1,8% e pior do que a projeção da GO Associados, queda de 0,47%. O único setor que cresceu entre junho e maio foi o de bens de capital (1,4%).
• A indústria após uma forte recuperação para a reposição de estoques sofre em 2021 com a falta de matérias-primas. O índice de julho é 2% menor do que o pré-pandemia e 5% maior em comparação a janeiro de 2021.
• Dentre as grandes categorias econômicas apenas bens de capital (0,3%) e bens de consumo semiduráveis e não duráveis (0,2%) apresentaram crescimento.
Desempenho da indústria julho/junho 2021

Fonte: Pesquisa Industrial Mensal – IBGE.

A indústria teve uma recuperação rápida após o grande tombo entre março e abril de 2020. Entretanto, para 2021 há alguns pontos de atenção, como o agravamento da crise hídrica, com impactos no custo da energia, além da falta de insumos e a volatilidade do câmbio.
• A alta do preço das commodities no mercado internacional foi potencializada pela alta do Dólar em relação ao Real. Os impactos dessas variáveis para o custo ao produtor também têm sido apontados como um dos grandes problemas para a indústria.
• O problema da falta de insumos não é uma exclusividade do Brasil. Trata-se de um problema mundial. O risco inerente às cadeias globais de produção cresce exponencialmente com a sua complexidade, que tem aumentado sensivelmente. Adicionalmente, os estoques reduziram-se estruturalmente com a adoção do sistema just-in-time.
• A conjunção desses fatores com a pausa simultânea dos mercados internacionais imposta pela pandemia de Covid-19 gerou a tempestade perfeita para uma disrupção das cadeias globais de produção.
• A indústria junto ao setor agro, lideraram a retomada do crescimento, após o impacto dos primeiros meses de pandemia. Na atualidade, a desorganização das cadeias produtivas e os problemas climáticos, indicam que estes setores devem sofrer mais do que o setor de comércio e serviços.

Reforma tributária é bem-vinda, desde que seja bem-feita…
• A Câmara dos Deputados aprovou, por 398 a 77, a reforma no Imposto de Renda, que faz parte da estratégia do governo de aprovar uma ampla reforma tributária em partes.
• Para as pessoas físicas, o projeto aumenta a margem de isenção de R$1,9 mil para R$2,5 mil, além de aumentar as outras faixas do IR também.
• A expectativa do governo é de um aumento de 10,7 para 16,3 milhões de pessoas isentas de pagar o IR.
• Para as empresas, o principal destaque no projeto é a redução de 15% para 8% na alíquota e um corte de 1 p.p. na Contribuição Social sobre Lucro Líquido (CSLL).
• A contrapartida para os impactos na arrecadação vem da criação de um imposto sobre lucros e dividendos para as empresas que faturam acima de R$4,8 milhões e o fim da dedutibilidade dos Juros sobre Capital Próprio (JCP).
• Outras contrapartidas são a isenção de IR sobre auxílio-moradia de agentes públicos; o fim do crédito presumido aos produtores e importadores de medicamentos; a redução para zero das alíquotas de determinados produtos químicos e farmacêuticos; e a desoneração para termelétricas a gás natural e carvão mineral.
• O projeto, que agora segue para o Senado, deve enfrentar resistência, há uma estimativa de perdas de arrecadação de impostos dos estados e municípios. As perdas foram estimadas em R$11 bilhões (R$9,5 bilhões para os estados e 1,5 bilhões para os municípios).
• A reforma tributária é bem-vinda, mas deve ser feita considerando os impactos de na arrecadação em um momento de situação fiscal delicada. Medidas populistas, podem prejudicar a economia e os efeitos positivos podem ser minimizados pelos impactos negativos de medidas que não sejam consistentes com uma reforma mais ampla e simplificadora da estrutura tributária.

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