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Sem um sinal claro da política econômica, inflação pode sair do controle…  

  • A prévia da inflação de agosto contra julho foi de 0,89%, um pouco acima da projeção da GO Associados, 0,85% e do mercado, 0,82%. Com o resultado, o IPCA-15 acumula alta de 9,30% em 12 meses e 5,81% nos oito meses de 2021, acima do teto da meta para o ano, de 5,25%. 
  • Em 2021 a inflação deve ficar muito acima do teto da meta. A crise hídrica explica uma parte do problema. Entretanto, há outros fatores que contribuem para que a inflação em 12 meses chegue próximo dos dois dígitos:  
  1. A retomada da economia mundial faz subir o preço das commodities e pressiona o preço dos alimentos aqui no Brasil. Espera-se um crescimento ou estabilidade dos preços das commodities agrícolas, tanto no curto quanto no médio prazo.  
  1. A instabilidade política faz crescer a incerteza e tem impactos diretos no câmbio, que deveria baixar com o crescimento da exportação de commodities, mas permanece acima dos R$5 desde o ano passado; 
  1. O fim das restrições sanitárias deve fazer com que a inflação de serviços também impacte sobre a inflação. Muitos dos mercados de serviços são imperfeitos, permitindo maior inércia inflacionária;  
  1. A alta na conta de luz deve continuar. A expectativa é de que a bandeira 2 vermelha seja novamente reajustada até o final do ano, podendo chegar a R$ 25 a cada 100kWh consumidos. Apenas esta mudança teria um impacto de 1,14 p.p. no IPCA. É provável que a ANEEL adote um reajuste intermediário, que teria um impacto menor, mas ainda relevante;  
  1. A delicada situação fiscal também prejudica a confiança dos investidores e reflete no câmbio.  
  • O mercado já projeta uma inflação acima dos 7% em 2021, mas o ponto de atenção é a inflação de 2022, a projeção do boletim Focus já está próxima dos 4%. A projeção da GO Associados é de 4,5%. 
  • A energia elétrica continua sendo o item com o maior impacto, responsável por 0,23 p.p. da variação do mês. Dos nove grupos pesquisados, apenas saúde e cuidados pessoais não apresentaram alta.  
  • Além da energia, combustíveis (2,02%) e o botijão de gás (3,79%) também contribuíram para a alta do indicador.  

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