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Caged continua surpreendendo; entretanto, é preciso cautela na análise…

  • Mesmo com o fechamento do comércio não essencial, no mês de março foram criadas 184.140 vagas formais de acordo com o Caged divulgado hoje.
  • Apesar do resultado positivo, o número veio abaixo da expectativa da GO Associados (230 mil) e representa uma desaceleração em relação a janeiro (257,7 mil) e fevereiro (395,2 mil).
  • É preciso cautela na avaliação dos números, dada a mudança de metodologia do Caged ocorrida no início de 2020.
  • No primeiro trimestre de 2021, o saldo é positivo em 873.074 vagas. A recuperação do mercado de trabalho formal foi rápida. Após perder mais de 1,6 milhões de vagas entre março e junho de 2020 foram criadas mais de 2,2 milhões de julho de 2020 até março de 2021.  
  • Além da mudança metodológica, o Programa Emergencial de Proteção do Emprego e da Renda (BEm), o auxílio emergencial e os programas de crédito para pequenas empresas também contribuíram para a recuperação do mercado de trabalho formal no ano passado. Somadas, estas medidas ultrapassaram os R$ 400 bilhões em 2020.
  • Em março o principal responsável pelo saldo positivo é o setor de serviços, que criou mais de 95 mil vagas. Apesar do bom resultado, o segmento “Alojamento e alimentação” perdeu 28.575 vagas no mesmo período.

Governo reedita, com atraso, projeto de ajuda as empresas…  

  • O governo publicou hoje a Medida Provisória nº 1045/2021, reinstituindo o Programa Emergencial de Manutenção do Emprego e da Renda (BEm). O Programa permite a redução de salários e de jornada ou mesmo a suspensão temporária do contrato de trabalho, por até 4 meses. Como contrapartida, exige a manutenção do emprego por todo o prazo acordado e por igual período após o término do benefício.
  • Em 2020, o BEm fez parte do pacote de medidas adotadas de combate aos efeitos econômicos decorrentes da pandemia, tendo vigorado de abril a dezembro. Com o atraso na definição da Lei Orçamentária Anual (LOA) de 2021, recém aprovada, este e outros benefícios não estiveram disponíveis em momento crítico da pandemia (primeiros três meses de 2021).
  • O novo BEm deve atender de 4 a 5 milhões de trabalhadores formais, amenizando a crise do desemprego, ao mesmo tempo em que ajuda a aliviar a pressão sobre o caixa de milhares de empresas, especialmente as de menor porte e aquelas mais concentradas em setores econômicos mais negativamente afetados pela pandemia.
  • O atraso da reedição do BEm custou caro para muitas empresas e setores econômicos que poderiam ter suportado a atual crise sem quebrar se o BEm e outros programas tivessem sido implementados no início de 2021.
  • Este atraso afetou desproporcionalmente os pequenos negócios, muitos dos quais são intensivos em contato humano e possuem baixo acesso a condições minimamente razoáveis ao mercado de crédito. Sem receitas e suporte governamental, esse segmento que é o que mais emprega no Brasil se vê forçado a demitir ou mesmo a fechar definitivamente as portas.
  • Do ponto de vista de eficiência do gasto público, o BEm é uma política acertada e que deve ser levada adiante em conjunto com outras políticas que se mostraram efetivas para preservação do emprego, da renda e da solvência das empresas.

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