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Conta de luz faz inflação dos últimos 12 meses superar 8% em maio; Copom deve elevar a taxa Selic na próxima reunião de 15/16 deste mês…

O IPCA de maio registrou alta de 0,83%, acima da expectativa do mercado (0,71%). O resultado é o maior para o mês de maio desde 1996. No acumulado de 12 meses até maio, o IPCA variou 8,06%, acima do teto da meta para 2021 (5,25%). Nos cinco primeiros meses do ano a inflação acumulada atingiu 3,22%.

Como a economia está crescendo acima das expectativas e a inflação está acima do teto da meta e da projeção publicada na última reunião, o Copom deve retirar a indicação sobre o ajuste parcial e sinalizar uma normalização completa da política monetária. A projeção da GO Associados é que a Selic termine 2021 em 6,75%.

Tabela
Descrição gerada automaticamente

O grupo habitação foi responsável pela maior alta, 1,78%. A energia elétrica havia ficado 0,04% mais barata em abril. A bandeira vermelha 1 que passou a vigorar desde o dia 1º de maio, encarecendo a conta de luz, algo que será agravado com o nível 2 que passou a vigorar a partir de junho.

Os combustíveis que haviam dado uma trégua em abril, voltaram a acelerar em maio. A gasolina avançou 2,84% em maio contra uma queda de 0,44% em abril.

IPCA de maio por categoria (%)

Na próxima semana o Comitê de Política Monetária (Copom) decidirá sobre a nova taxa básica de juros. Na ata da última reunião o Copom indicou que haveria um aumento de 0,75 p.p. na reunião dos dias 15 e 16 de junho. Se confirmado este aumento, a Selic passará de 3,5% para 4,25% ao ano.

A provável elevação dos juros pelo Copom responde a dois fatores principais:

A economia brasileira está em bom ritmo de recuperação segundo os índices de atividade e do trabalho formal (Caged) a despeito da alta taxa de desemprego.

O cenário básico para a inflação segundo o Copom é de 5,1% para 2021, acima do centro da meta (3,75%) e próximo do teto da meta (5,25%). A mediana das expectativas da pesquisa Focus projeta o IPCA acima do teto (5,44%) no final do ano e a Selic em 5,75%.

A pressão sobre os preços é resultado de uma combinação de fatores, como câmbio, valorização do preço das commodities no cenário internacional e crise hídrica encarecendo a conta de luz.

Ressalve-se que no último mês o câmbio passou a ter efeito positivo no controle inflacionário com a recente valorização do Real. O dólar é negociado a R$ 5,02 depois de atingir R$5,80.

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