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Crescimento do 1º trimestre indica que a economia irá crescer mais de 5% em 2021…

O crescimento do PIB do 1º trimestre de 2021, 1,2%em relação ao último trimestre de 2020 veio acimada projeção da GO Associados,de 1%,e acima das projeções de mercado, de 0,7%. O resultado foi puxado pelo desempenho do agronegócio (5,7%). A indústria (0,7%) e os serviços (0,4%) também apresentaram resultado positivo.

A taxa de investimento foi de 19,4% do PIB, acima do mesmo período do ano anterior (15,9%). A taxa de poupança foi de 20,6% contra 13,4% no mesmo período de 2020. Mesmo se os próximos três trimestres do ano forem de crescimento zero, o carregamento estatístico fará com que o PIB de 2021 seja de 4,94%, acima das projeções atuais que indicam expansão próxima a 4%.

AGO Associados revisou de 4% para 5,5% a projeção de crescimento do PIB em 2021 com base nos novos resultados. Com o resultado a economia voltou ao patamar pré-pandemia, mas abaixo do maior valor da série iniciada em 1995, que ocorreu no primeiro trimestre de 2014.

Três fatores ajudam a explicar porque a economia está crescendo acima do esperado pelas

Projeções feitas até maio:
Ao contrário de 2020, a demanda externa está aquecida com alta procura por commodities, impulsionando as exportações e a economia brasileira em particular; As cadeias produtivas estão mais adaptadas à economia digital do que na primeira onda. Os fechamentos têm menos efeito econômico se comparados aos de 2020. A vacinação deve avançar nos próximos meses, com menos pressão de demanda (considerando que os EUA, por exemplo estão doando vacinas que sobraram para outros países), e é provável que o Brasil comece a produzir os insumos para a produção de vacina no segundo semestre.

Por outro lado, há três fatores de atenção:
A situação de escassez de chuvas obriga a utilização da bandeira vermelha e não exclui um cenário mais crítico de crise hídrica e com reflexo sobre a inflação. Diferente de 2020, em 2021 a pressão da inflação é um sinal de alerta, retirando a margem de política monetária expansionista promovida em 2020. O boletim Focus indica que o mercado projeta a inflação acima do teto da meta (5,31%). A situação fiscal preocupa com um rombo previsto de R$ 247 bilhões em 2021 e sem cenários de reformas estruturais.

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