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Recuo de 0,7% em fevereiro interrompe recuperação em V da indústria e índice de mobilidade voltou aos níveis de meados de 2020…

A produção industrial caiu 0,7% em fevereiro comparativamente a janeiro. No comparativo com fevereiro de 2020 houve uma alta de 0,4%. Em 12 meses, a queda da produção industrial foi de 4,2%, dada o declínio do segundo trimestre.  As medidas restritivas adotadas a partir de fevereiro/março devem arrefecer o crescimento, apontando para uma possível retração no primeiro trimestre. Conforme a GO Associados vinha apontando, a recuperação em V está sendo transformada em W com uma segunda perna mais curta. 

Conforme mostra o Quadro 1, comparado com outros setores da economia, a indústria despontou como o setor que mantinha um ritmo de recuperação mais constante que foi interrompido em fevereiro.  

Quadro 1: Recuperação é desigual entre os setores da economia

No sentido pessimista, pesam a incapacidade de prorrogar auxílios maiores em função da fragilidade fiscal. O valor mínimo pago no início da pandemia foi quatro vezes maior do que o atual. A situação ainda mais vulnerável das empresas e a menor força política dos responsáveis pela política econômica.

A incerteza paira sobre a economia. O setor de comércio, que foi o destaque ano passado, deve ter dificuldade no início do ano pelo fim do auxílio emergencial. Serviços patinam para retomar as atividades e devem enfrentar novo obstáculo com a escalada da pandemia e das medidas restritivas. O relatório de mobilidade da Apple indica que o índice de mobilidade na cidade de São Paulo, está próximo daquele observado no início da pandemia.

Tendência de mobilidade na cidade de são Paulo (jan/20 até mar/21)

 Fonte: relatório de tendências de movimentação da Apple

Dentre as categorias econômicas, apenas os bens intermediários não caíram em janeiro (0,6%). A maior queda foi de bens duráveis (-4,6%), acumulando uma queda de 20,1% em 12 meses. O resultado dos bens duráveis pode ser explicado em partes pela falta de insumos para a produção. Entre fevereiro e março montadoras de veículos anunciaram a paralisação das fábricas por falta de peças, alguns itens como pneus, ligas metálicas e resina plástica estão escassos no mercado mundial.

O desempenho da indústria também tem sido prejudicado pelo aumento no preço das matérias primas; o aço, por exemplo, ficou 110% mais caro em um ano.O problema no Canal de Suez deve potencializar a falta de insumos no resultado dos próximos meses.

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