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FMI melhora projeção de crescimento do Brasil e do mundo, mas números estão defasados…

O Outlook do Fundo Monetário Internacional (FMI) divulgado hoje destaca os diferentes tipos de recuperação econômica ocorrendo neste momento ao redor do globo. As projeções do FMI estão excessivamente otimistas frente à realidade da crise. Não consideram, por exemplo, o surto de casos na Índia e os lockdowns na Europa. O FMI projeta 3,7% de crescimento do PIB do Brasil em 2021, contra 3,6% na projeção de janeiro de 2021. Este número é maior que a atual projeção do mercado para o crescimento em 2021 (3,17%). Segundo o FMI, o Brasil vai crescer cerca de 1 p.p. a menos do que a média da América Latina. Lembre-se que o PIB brasileiro caiu menos em 2020 (queda de 4,1% contra). 

Para a economia mundial o crescimento de 2021 passou de 5,5% para 6%. A revisão de maior destaque foi a de crescimento dos Estados Unidos que cresceu tanto para 2021 (5,1% para 6,4%) quanto para 2022 (2,5% para 3,5%). A Índia (12,5%) e a China (8,4%) devem registrar taxas expressivas em 2021, mas após um 2020 diferente em cada um destes países. A China em 2020 foi um dos poucos países a apresentar crescimento (2,3%), enquanto a Índia apresentou queda de 8%.

Projeção de crescimento do FMI para as economias em 2021 e 2022

Nova rodada de auxílio emergencial é necessária, mas não suficiente para reverter a queda de popularidade e estimular a economia…

Começa hoje o pagamento da nova rodada de auxílio emergencial. O valor do benefício varia entre R$150 e R$375 dependendo da composição da família. Serão pagas quatro parcelas. O auxílio foi fixado junto com a PEC186 (PEC Emergencial), aprovada e sancionada em meados de março. Só terá direito ao auxílio quem estava inscrito no programa até dezembro, e haverá alguns critérios que reduzem o número de pessoas que terão acesso ao benefício.

A primeira rodada do auxílio terminou em janeiro deste ano, custou cerca de R$322 bilhões e beneficiou quase 70 milhões de pessoas. Esta rodada deverá ser bem menor, R$ 44,8 bilhões. O pagamento do auxílio deve dar um alívio necessário nas finanças das famílias neste momento   em que muitos estados enrijeceram as medidas de isolamento social. Além disso, deve dar novo impulso ao varejo, que vem sofrendo desde o fim do ano passado.

O auxílio sustentou a popularidade de Bolsonaro ao longo de 2020, que diminuiu ao longo dos últimos meses. Segundo a última pesquisa da XP/Ipespe, a avaliação negativa do Governo atingiu o maior nível desde maio de 2020 (48%). Apesar do efeito positivo, o atraso e a redução no valor e no número de beneficiados deve diminuir o efeito do auxílio emergencial na política e na economia.

O problema para a aprovação e o pagamento do auxílio emergencial está nas contrapartidas. A PEC Emergencial não estabeleceu nenhum contrapeso imediato ao pagamento do auxílio. O déficit público previsto para 2021 é de R$247 bilhões e o orçamento aprovado no Congresso está distante da realidade dos gastos neste ano.

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