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O que vai mexer com as expectativas na próxima semana…     

 No cenário doméstico:    

  1. A CPI da Covid continuará sendo destaque na próxima semana.  A expectativa é que, além das falas dos representantes das produtoras de vacinas (Pfizer, Butantan e Fiocruz) ocorra o depoimento do ex-Ministro de Relações Exteriores Ernesto Araújo e o ex-chefe da Secretaria Especial de Comunicação (Secom), Fabio Wanjgarten. 
  1. Na Câmara deve ocorrer a votação do substitutivo ao PL 3729/04 que trata de licenciamento ambiental. Além disso, deve entrar em análise o PL 5829/19, que cria o marco legal para energia fotovoltaica. 
  1. A divulgação do IPCA do mês de abril na terça (11). Dado que em 2020 houve deflação de 0,31% neste mês, o acumulado de 12 meses, que está em 6,1%, deve continuar crescendo.  
  1. Também na terça será divulgada a Ata do Copom, que deve dar mais detalhes sobre a discussão que levou a última alta de 0.75 p.p. na taxa básica de juros. 
  1. A Pesquisa Mensal de Serviços será divulgada na quarta (12) com a prévia do PIB sendo divulgada na quinta (13). Estas divulgações darão dimensão ao impacto dos novos fechamentos da economia que ocorreram em março. Segundo o IBGE, a indústria (-2,6%) e o varejo (-0,6%) apresentaram queda no mês. 
  1. Na próxima semana terá início no STF o julgamento dos embargos da decisão que exclui o ICMS da base de cálculo do PIS/Cofins. Caso se decida aplicar a decisão para os últimos cinco anos, o Ministério da Economia estima impacto fiscal negativo da ordem de R$ 260 bilhões. Por outro lado, muitas empresas que já vinham reduzindo ICMS da base de cálculo do PIS/Cofins teriam elevados custos caso o STF decida restringir os efeitos apenas para o período posterior à decisão.  

No cenário internacional:  

  1. No cenário internacional dados da economia do EUA chamarão a atenção. Na quarta (12) será divulgado o CPI para o mês de abril enquanto na sexta (14) a divulgação será relativa a vendas no varejo e produção industrial. 
  1. A aceleração da inflação no país é especialmente importante para a economia brasileira. A expectativa de uma diminuição no Quantitative Easing e de início de ciclo de alta nas taxas de juros internacionais pode pressionar as moedas emergentes e, em especial, o Real. 
  1. Alguns outros dados devem chamar a atenção, como a divulgação dos números de inflação para a China na segunda (10) e o PIB do 1º trimestre do Reino Unido, que será divulgado na quarta (12). 

Segunda onda de covid e medidas de isolamento social derrubam vendas no varejo em março 

  • O volume de vendas do varejo caiu 0,6% em março comparado a fevereiro. No primeiro trimestre de 2021 o volume de vendas do comércio também caiu 0,6%.  
  • O comércio foi o setor que liderou a recuperação da economia após os primeiros meses de pandemia, mas agora enfrenta dificuldades.  
  • Alguns fatores contribuíram para a desaceleração: 
  1. A campanha de vacinação contra a Covid 19 caminha a passos lentos, com o surgimento de novas cepas e casos. 
  1. O auxílio emergencial deixou de ser pago em janeiro e a nova rodada só começou a partir de abril, ainda assim em valor inferior; 
  1. Cresceu o número de casos e de mortes por Covid 19, obrigando cidades a enrijecerem as medidas de isolamento social; 
  • São Paulo, por exemplo, não permitiu a abertura do setor, inclusive das lojas de material de construção.  
  • Dentre os grupos pesquisados, a maior queda foi o setor de roupas e vestuário 41,5%. O único subsetor que cresceu foi o de hiper e supermercados (3,3%).  

Desaceleração do comércio: volume de vendas do comércio março (%) 


  • A reabertura gradual do comércio e o dia das mães, data mais importante para o comércio no primeiro semestre deve ajudar o setor entre abril e maio.  

O que acertamos e o que erramos… 

A economia na próxima semana… 

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