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CPI da Covid deve desgastar o governo, mas não há clima para impeachment do presidente…  

A CPI da Covid começa a ouvir dois ex-ministros da Saúde, Luiz Henrique Mandetta (10h) e Nelson Teich (14h). A expectativa é que o depoimento de Mandetta seja crítico à condução do presidente da República durante a pandemia. O ex-ministro é apontado como possível candidato para 2022. 

Mesmo com a chance de impeachment ou de punição direta ao presidente sendo remota, a CPI deve desgastar o governo, que tentará desviar o foco para investigar possíveis desvios de verba federal para enfrentamento da pandemia por parte de governadores e prefeitos. Em 2020, a Lei Complementar 173 destinou R$ 60 bilhões em ajuda aos estados e municípios, além de suspender dívidas R$ 65 bilhões em dívidas. 

Um dos principais assuntos da CPI deverá ser a situação de saúde no estado do Amazonas, com foco na falta de oxigênio no início de 2021 e o uso de remédios ineficazes contra o Covid. A oposição deverá acusar o governo de negligência e falta de planejamento que teriam resultado em mais de 400 mil mortes, atacando principalmente a atuação do ministro Eduardo Pazuello.  

O governo deverá contra-atacar acusando os governos estadual e municipal de corrupção, a verba enviada para o estado do Amazonas e para Manaus foi de R$1,622 bilhão.  A CPI não tem o poder de punir ou prender, mas emite um relatório encaminhado ao Ministério Público e a Advocacia-Geral da União. Estas instituições têm a obrigação de informar as providencias adotadas.  

Apesar do desgaste do governo no desempenho da pandemia, é pouco provável que ocorra uma abertura de processo de impeachment contra o presidente da república por três motivos:  

A conclusão do relatório da CPI deve ocorrer apenas no segundo semestre. Em um ano pré-eleitoral, deputados e senadores já estão pensando na eleição de 2022 com pouca disposição para aprovar um impeachment. Apesar da crescente insatisfação com o governo, ainda não há clima para impeachment. Não há grandes protestos de rua contra o presidente (em parte como consequência do isolamento social por conta da pandemia) e o patamar de popularidade continua razoável.   

A história indica que é esperado que ocorra um boom na economia no pós-pandemia. Com consumidores utilizando consumindo parcela do que economizaram ao longo deste período. Assim, o desemprego deve cair no segundo semestre com a expansão da vacinação e a reabertura da economia, o que possivelmente atenue o desgaste do governo.  

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