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IPCA continua a surpreender negativamente e acumulado de 12 meses passa de 12%… | MINUTO DE ECONOMIA

O IPCA de abril foi de 1,06%, acima da projeção da GO Associados (0,99%) e acima da projeção do mercado (1,00%). Foi o maior resultado para o mês de abril desde 1996.

No acumulado de 12 meses, a inflação passou de 11,30% em fevereiro para 12,13% em abril, mais do que o dobro do teto da meta estabelecido para 2022 (5%). As duas maiores contribuições foram de alimentos e bebidas, 2,06%, e transportes, 1,91% e a maior alta de abril foi da batata-inglesa, 18,28%; das 10 maiores altas, 8 são alimentos.

Inflação passa de 12%

O reajuste no preço dos combustíveis anunciado na primeira semana de março fez com que o setor de transporte continuasse com os preços aumentando em abril. Em 12 meses a gasolina acumula alta de 31,22% e o gás de botijão 32,34%. Chama atenção também a alta disseminação da inflação. Dos nove grupos de itens da pesquisa, cinco apresentaram taxa superior a 1%.

IPCA acumulado em 12 meses.
Inflação por grupos (%) – março a abril

A conta de luz ficou mais barata em abril, e contribuiu para um crescimento menos acelerado da inflação.

A única variação negativa veio do grupo habitação. O governo anunciou o fim da tarifa de escassez hídrica a partir de 16 de abril. O subitem energia elétrica residencial caiu 6,27% no mês. Ainda assim, a conta de luz acumula alta de 20,52% em 12 meses.

A tarifa emergencial da conta de luz gera uma taxa extra na conta de energia elétrica de R$ 14,20 a cada 100 quilowatts-hora (kWh) consumidos. Sem a cobrança, a conta de luz ficaria em média 20% mais barata; entretanto, este impacto positivo foi menor, pois as companhias de energia estão aplicando reajustes na tarifa básica.

Com o anúncio de um novo reajuste no preço do diesel, 8,9% que começou a vigorar em 9 de maio, é possível que os combustíveis retomem a dianteira na alta dos preços.

Apesar dos esforços do Banco Central reajustando a taxa de juros, que já está em 12,75%, é improvável que o teto da meta seja cumprido em 2022 a exemplo do que ocorreu em 2021. 

Além disso, a instabilidade política, e a ameaça de ingerência nos preços da Petrobras pode pressionar o câmbio. Demissões em cargos chave, como a do ministro de minas e energia, Bento Albuquerque, não resolvem o problema da alta dos preços.   

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