Fique sempre atualizado

Minuto de economia

Fique por dentro de tudo que acontece.

Desempenho do varejo em março foi melhor do que o mercado previa | MINUTO DE ECONOMIA

O resultado do varejo em fevereiro, de 1%, veio melhor do que o esperado: a expectativa do mercado era de 0,4% e da GO Associados de 0,9%.

O varejo ampliado, que considera veículos, motos, partes e peças, e material de construção, cresceu 0,7% no mesmo período. No primeiro trimestre de 2022, alguns setores são destaque positivo, como é o caso de vestuário e de papelaria. Ambos os setores são beneficiados pela retomada das atividades presenciais, como a volta as aulas e a realização de festas e eventos. Materiais de construção e móveis e eletrodomésticos vão na contramão, em razão do avanço da inflação e do comprometimento maior da renda com itens de necessidade básica como alimentos, reformas e troca de eletrodomésticos ficam em segundo plano.

Vendas no varejo – Período

As últimas semanas trouxeram boas notícias para o varejo, como o fim da bandeira de escassez hídrica na conta de luz e uma redução no preço do gás de cozinha. Entretanto, a Petrobras acaba de realizar um aumento no preço do diesel que pode impactar na alta na inflação, além de uma taxa de juros acima de 13% em 2022 ainda são pontos de atenção importantes.

Desempenho no varejo – Primeiro trimestre de 2022 (%).

Ata do Copom indica apenas que o próximo aumento da taxa de juros será menor que 1 p.p.

O Comitê de Política Monetária divulgou a ata da reunião da semana passada que aumentou a taxa básica de juros em 1 p.p. passando de 11,75% para 12,75% ao ano.

Desde o início de 2021 a taxa de juros vem subindo, passando de 2% ao ano na reunião de 20 de janeiro de 2021 para 12,75% ontem, a 12º alta consecutiva. Para a próxima reunião, que ocorre em 14 e 15 de junho, a ata reforma o comunicado da semana passada indicando outro aumento, mas de menor magnitude. A projeção da GO Associados é de que o novo aumento seja de 0,5 p.p., o que levaria a taxa a 13,25%.

Fonte: Banco Central do Brasil

Outros destaques do comunicado:

i. O avanço da Covid-19 na China e o lockdown em cidades chinesas podem atrasar a reorganização das cadeias globais de produção;
ii. O conflito Rússia/Ucrânia cria incerteza na economia mundial, gerando pressão inflacionária adicional via elevação no preço de commodities;
iii. A subida na taxa de juros em diversos países, como os EUA, Inglaterra, Suécia e Índia;
iv. Inflação subjacente, isto é, sem as oscilações transitórias, continua pressionada.
v. A atividade econômica com base nos indicadores divulgados desde a última reunião está em linha com a expectativa do Comitê;
vi. O Copom projeta o retorno de uma tarifa extra na conta de luz (bandeira amarela) no final de 2022 e o barril do petróleo próximo de US$100.
vii. Incerteza fiscal continua a representar um problema.

O cenário observado pelo Copom indica uma maior necessidade de aumento na taxa de juros dado que a inflação não cede e a atividade continua relativamente aquecida. O comunicado reafirmou a intenção de trazer a inflação para as metas em um horizonte mais amplo, de 2022/23. O Quadro registra algumas variáveis relevantes:

Compartilhe essa publicação!

Share on facebook
Share on google
Share on twitter
Share on linkedin

Talvez essas publicações também te interessem!