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Queda no preço combustíveis faz IPCA desacelerar em abril… 

O IPCA de abril registrou alta de 0,31%, em linha com a expectativa do mercado (0,30%).  No acumulado de 12 meses até abril, o IPCA variou 6,76%, acima do teto da meta para 2021 (5,25%). Nos quatro primeiros meses do ano a inflação acumulada atingiu 2,37%.  A inflação deste quadrimestre é equivalente a uma taxa anualizada de 7,28%. 

Tabela
Descrição gerada automaticamente

Em abril houve uma pressão menor dos combustíveis no IPCA. Dos oito grupos pesquisados, Transportes foi o único que caiu (-0,08%), após subir 3,81% em março.  Se a valorização recente do câmbio continuar, os combustíveis devem seguir em baixa.  Entretanto, a bandeira vermelha 1 que está em vigor desde o dia 1º de maio deve puxar o IPCA para cima.  A energia elétrica caiu 0,04% em abril. O grupo habitação também desacelerou em abril, com destaque para o gás de cozinha, que variou 1,15% em abril contra 4,98% em março.  

Copom indica nova alta de 0,75 p.p. na próxima reunião…    

  • O Comitê de Política Monetária (Copom) divulgou a ata da reunião na qual a taxa Selic passou de 2,75% para 3,5% ao ano, conforme indicado na ata da reunião anterior.  
  • Para a próxima reunião do Copom, entre os dias 15 e 16 de junho, a ata indica que deverá haver mais um aumento de 0,75p.p. na taxa Selic, fazendo a Selic chegar a 4,25%. 
  • A opção do Copom em subir juros teve como motivação dois fatores principais: 
  1. A economia brasileira está em bom ritmo de recuperação segundo os índices de atividade e do trabalho formal (Caged). 
  1. O cenário básico para a inflação segundo o Copom é de 5,1% para 2021, acima do centro da meta (3,75%) e próximo do teto da meta (5,25%). 
  • A pressão sobre os preços é resultado de uma combinação de fatores, com destaque para as incertezas e turbulências políticas que fizeram o dólar chegar próximo dos R$ 6,00. Porém, a pressão do câmbio está menor no último mês.  
  • Os próximos passos da condução da política monetária serão pautados por dois assuntos: a evolução da pandemia e a trajetória fiscal do país. Estes dois componentes afetam a política de taxa de juros em sentidos opostos.  
  • De um lado, o agravamento da pandemia atrasa o processo de recuperação, elevando o hiato do produto e representando uma força de redução dos juros. De outro, os gastos adicionais com a Covid-19 elevam o risco fiscal, justificando uma elevação dos juros.

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