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Sustentabilidade não é monopólio dos anticapitalistas… 

  • Em carta aos CEOs, Larry Fink, administrador de um dos maiores fundos de investimento do mundo, a BlackRock, indicou como tendência para os próximos anos a busca por soluções que reduzam os impactos da inevitável transição energética e para a economia verde. Os chamados investimentos sustentáveis já somam US$ 4 trilhões em investimento, cerca de três vezes o PIB do Brasil em 2020.   
  • A carta indica que a transição para a uma economia de carbono zero é irreversível, e só poderá ser dividida entre os que vão realizar a transição por iniciativa própria ou os que farão a transição por pressão externa.  
  • A falsa oposição entre os interesses ambientais e os interesses dos acionistas foi rebatida pelo CEO da BlackRock, quando ele defende que a política ambiental é parte inalienável do interesse do acionista “Nós nos concentramos em sustentabilidade não porque somos ambientalistas, mas porque somos capitalistas e fiduciários para nossos clientes.” As empresas que não tiverem metas de curto, médio e longo prazo para redução da emissão de carbono podem ficar para trás.  
  • Na indústria automobilística é certo que o futuro são veículos elétricos, não por iniciativa de grupos ambientalistas, mas a empresa que não avançar na transição terá dificuldades no futuro.  
  • Diferente de outras transições, que reduziram os custos e os preços, a atual vai em uma direção oposta, colocando uma pressão de alta nos preços de energia.  
  • Este fenômeno ocorre por três razões principais 
  1.  produtos de baixo carbono frequentemente demandam insumos específicos, como algumas commodities metálicas, cujos preços sobem.  
  1. sobem os preços dos combustíveis fósseis que continuam necessários, mas recebem menos investimentos.  
  1. a demanda por fontes renováveis aumenta mais que proporcionalmente à oferta, elevando os preços  
  • Entretanto, conforme indica a carta, as próximas grandes empresas não devem ser empresas de buscas na internet ou de redes sociais, mas as que encontrarem formas de reduzir custos e acelerar a transição energética. 
  • A economia brasileira tem potencial para aproveitar as oportunidades dessa transição verde. Para isso é preciso resolver o problema do desmatamento ilegal das florestas e da economia subterrânea que prejudicam a imagem do país e dificultam a entrada de investimentos.  
  • O Brasil tem a oportunidade de liderar a transição verde no mundo e aproveitar a grande oportunidade criada nos últimos anos.  
  • O padrão de emissão de carbono brasileiro é radicalmente distinto do resto do mundo. A matriz energética brasileira é relativamente limpa: 65,2% da energia elétrica produzida é por hidroelétricas contra apenas 13% para carvão, petróleo e gás natural. No mundo, estes percentuais são, respectivamente, de 63,9% e 16,2%.   

% da emissão de carbono por setor 

  • Além disso, o Brasil é uma potência agro. Entre 2020 e 2021, o Brasil foi o maior produtor de soja do mundo; o segundo maior produtor de carne bovina; o maior produtor de cana-de-açúcar; o maior produtor de café.  
  • Estas características colocam o país como potencial protagonista para resolver dois dos maiores problemas da humanidade: a fome e o aquecimento global.  

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