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Comércio surpreende positivamente em fevereiro, entretanto deve voltar a cair em março…

O volume de vendas do varejo subiu 0,6% em fevereiro comparado a janeiro. Entretanto, neste início de ano o varejo desacelerou, com quedas em relação a fevereiro de 2020 (-3,8%) e no acumulado de 2021 (-2,1%). O comércio foi o setor que liderou a recuperação da economia após os primeiros meses de pandemia, mas agora enfrenta dificuldades.

Alguns fatores contribuíram para a desaceleração: O auxílio emergencial deixou de ser pago em janeiro e a nova rodada só começou a partir de abril, ainda assim em valor inferior; Cresceu o número de casos e de mortes por Covid 19, obrigando cidades a enrijecerem as medidas de isolamento social; A campanha de vacinação contra a Covid 19 caminha a passos lentos, com o surgimento de novas cepas e a crescente incerteza sobre quando a pandemia vai acabar.

Apesar da alta de fevereiro, o comércio não foi bem em dezembro (-6,1%) e janeiro (-0,2%). Em março é provável que o desempenho também seja ruim dado o avanço das medidas de isolamento social. São Paulo, por exemplo, não permitiu a abertura do setor, inclusive das lojas de material de construção. Dentre os grupos pesquisados, o dos supermercados apresentou uma alta de 0,8%.

O comércio varejista ampliado, que inclui a venda de materiais de construção e de carros, motos e peças, cresceu 4,1% em fevereiro. Ainda assim, a queda acumulada em 12 meses é de 2,3% causada pelo resultado ruim na venda de veículos, motos e autopeças, que acumulou declínio de 15,9% no mesmo período.

Desaceleração do comércio: volume de vendas do comércio jan-fev (%)

O ritmo acelerado de recuperação do comércio não é uniforme. Alguns setores como “materiais de construção” (13,8%) e “móveis e eletrodomésticos” (8,2%) acumularam altas nos últimos 12 meses. Enquanto isso, segmentos como “tecidos, vestuário e calçados” têm se recuperado de forma mais lenta. Este ramo acumulou perdas de 25,4% em 12 meses. Livros, jornais, revistas e papelarias caíram 42,3%.

Inflação dos EUA acima da meta pode pressionar dólar nos próximos meses…

O índice de inflação aos consumidores (CPI) dos EUA foi de 0,6% para março, ligeiramente acima do esperado pelo mercado (0,5%). O acumulado de 12 meses é de 2,6%, acima da meta do FED, de 2%. A elevação do nível de inflação nos Estados Unidos é esperada para os próximos meses, dado o avanço na vacinação e os pacotes anunciados por Joe Biden.

Caso a inflação de abril seja de 0,6%, o acumulado em 12 meses ficará próximo dos 4%, aumentando as perspectivas de elevação de taxa de juros nos EUA e pressionando o preço do dólar no Brasil.

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