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Vacinação acelerada ajuda recuperação de serviços….  

  • O volume de serviços cresceu 0,5% em agosto comparado a julho, em linha com as expectativas do mercado, de 0,5% e acima da expectativa da GO Associados (0,2%). É a quinta alta consecutiva após a queda de março (-3,4%), causada pelo aperto das restrições sanitárias naquele mês.  
  • Os serviços prestados às famílias apresentaram alta de 4,1%. O setor inclui bares, restaurantes e outras atividades que sofreram durante o período de maior restrição.  Apesar disso, o segmento ainda está 17,36% abaixo do nível pré-pandemia (Fev/20). Há espaço para crescimento nos próximos meses com a retomada das atividades presenciais. 
  • Se confirmado o calendário de vacinação e mantida a eficiência da vacina diante das novas cepas, eventos importantes para o setor de serviços, como as festas de Ano Novo e o Carnaval, devem em princípio ocorrer, o que deve ajudar bastante o setor de turismo, que ainda está 20,76% abaixo do nível pré-pandemia, segundo o Índice de Atividades Turísticas do IBGE. 
  • A recuperação do setor depende do controle da pandemia e da flexibilização das restrições de mobilidade.  
  • Um ponto de atenção para todos os setores da economia, é a inflação. A retomada do setor de serviços pode mais lenta com uma aceleração dos preços. Principalmente se o aumento de preços for em gastos essenciais como na conta de luz e alimentação.  

Mudança no ICMS dos combustíveis diminui a pressão nos preços agora, mas pode reaquecer discussão em 2023… 

  • O aumento recente dos combustíveis tem pressionado o governo. A gasolina ficou 39,6% mais cara nos últimos 12 meses e o etanol 64,7% no mesmo período. 
  • Em partes a solução encontrada foi culpar o Imposto sobre o Consumo de Mercadorias e Serviços (ICMS), de responsabilidade estadual.  
  • O ICMS é em média 27,7% do preço da gasolina por exemplo. A proposta aprovada na Câmara dos Deputados estabelece um valor fixo calculado com base nos preços dos combustíveis dos dois anos anteriores. O valor calculado será reajustado anualmente.  
  • A proposta foi encaminhada para o Senado, onde a resistência a projetos de impacto na receita dos estados deve ser maior.  
  • Embora uma possível redução de impostos seja bem-vinda, neste caso poderá ocorrer um problema maior daqui dois anos, quando a média de preços para calcular o valor fixo do ICMS levará em conta os preços atuais.  
  • Ou seja, caso o preço do petróleo internacional ou o câmbio recuem neste próximo período, a redução pode não chegar à bomba graças a esta mudança no cálculo.  
  • A maior pressão sobre o preço dos combustíveis hoje, vem do preço internacional do petróleo e do câmbio. E não há nenhuma solução para esses problemas no projeto aprovado na Câmara.  
  • É inútil também cobrar uma solução dos administradores da Petrobras, que tem a obrigação fiduciária de buscar os melhores resultados possíveis para os seus acionistas. Estes são alcançados pelo Paridade ao Preço Internacional, precificação que é usada hoje em dia.  
  • Entretanto, não só é legítima, mas obrigatória, a intervenção do Estado na defesa do consumidor, diante de um monopólio como o observado. 
  • O Poder Público, através de uma regulação, deve construir uma equação de preços que, ao mesmo tempo em que mantenha um elo com o cenário internacional, e diminua a volatilidade dos preços praticados. Isso é essencial para que a Petrobrás deixe de ser uma fonte permanente de crises. 

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