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Inflação fica abaixo do esperado em maio… | MINUTO DE ECONOMIA

  • O IPCA de maio foi de 0,47%, acima da projeção do mercado (0,60%).  No acumulado de 12 meses, a inflação caiu de 12,13% em abril para 11,73% em maio, mais do que o dobro do teto da meta estabelecido para 2022 (5%). 
  • O item transportes contribuiu com 0,30 p.p.. no IPCA, desta vez com o impacto maior das passagens áreas (18,33%). Apesar do reajuste no preço do diesel, 8,9% que começou a vigorar em 9 de maio, a variação dos combustíveis foi menor em maio, 1% contra 3,2% em abril.
  • O grupo vestuário apresentou a maior variação (2,11%).
  • Chama atenção também a alta difusão da inflação. Dos nove grupos de itens da pesquisa, apenas habitação não subiu.
  • A única variação negativa veio do grupo habitação. A conta de luz ficou mais barata em abril, e contribuiu para um crescimento menos acelerado da inflação também em maio. O governo anunciou o fim da tarifa de escassez hídrica a partir de 16 de abril. O subitem energia elétrica residencial caiu 7,95% no mês.
  • A tarifa emergencial da conta de luz gera uma taxa extra na conta de energia elétrica de R$ 14,20 a cada 100 quilowatts-hora (kWh) consumidos. Sem a cobrança, a conta de luz ficaria em média 20% mais barata; entretanto, este impacto positivo foi menor, pois as companhias de energia estão aplicando reajustes na tarifa básica.
  • Apesar dos esforços do Banco Central reajustando a taxa de juros, que já está em 12,75%, é improvável que o teto da meta seja cumprido em 2022 a exemplo do que ocorreu em 2021. 
  • Além disso, a instabilidade política e a ameaça de ingerência nos preços da Petrobras pode pressionar o câmbio.

Vacinação teve um impacto positivo de R$200 bilhões no PIB em 2021...

  • A GO Associados realizou um estudo para mensurar o impacto positivo da vacinação sobre o PIB, e apenas em 2020 a conclusão foi de um impacto positivo de R$200 bilhões. Utilizando um modelo de regressão descontínua (RDD) foi possível mostrar que os R$21,79 bilhões investidos em vacinas naquele ano permitiram um ganho no PIB de R$ 200 bilhões. Assim, para cada R$1 com vacinas foi possível obter um ganho no PIB de R$9.
  • Mais importante, verificou-se que o aumento da cobertura vacinal permitiu salvar 500 vidas por dia no primeiro quadrimestre de 2021, chegando a 600 vidas pior dia no segundo quadrimestre.
Fonte: Estudo GO Associados
  • A vacinação é uma ferramenta poderosa para estimular a economia!
  • Utilizando um outro modelo, de controle sintético, o Estudo mostrou que a vacinação em massa em Serrana/SP teve impacto fortemente positivo para redução das mortes, chegando a uma queda de 48% em maio de 2021.
  • Embora as vantagens da vacinação para a economia e para a saúde sejam evidentes, ainda há desafios, como por exemplo, a vacinação infantil e dos jovens, além das diferenças regionais de cobertura vacinal.
  • A reflexão sobre tais resultados é oportuna no Dia Mundial da Imunização.

Tentativa de baixar o preço dos combustíveis à força pode atrapalhar mais do que ajudar…

  • O Presidente Jair Bolsonaro (PL) anunciou duas novas medidas para amenizar a alta dos combustíveis nesta semana:
    • O governo federal se dispõe a zerar os tributos federais – PIS, COFINS e CIDE da gasolina e do etanol. A soma destes tributos representa aproximadamente 9,5% do preço da gasolina, por exemplo.
    • Será enviada uma Proposta de Emenda à Constituição (PEC) para autorizar o pagamento pelo governo, fora do teto, da compensação aos estados que zerarem o ICMS sobre o diesel e o gás de cozinha até o fim do ano. O ICMS representa, em média, 11,6% do preço do diesel e 13% do preço do gás de cozinha.
  • Este é um segundo pacote de medidas dado que tramita no Congresso o PLP 18/22 que limita a alíquota de ICMS cobrada de combustíveis e energia elétrica.
  • O esforço para segurar os preços dos combustíveis tem caráter esforço eleitoral. A alta inflação é um dos principais entraves à reeleição de Bolsonaro. As propostas anunciadas ontem, segundo cálculos do governo, devem custar cerca de R$ 40 bilhões.
  • O PLP 18/22, por sua vez, teria impacto anual de R$ 83,5 bi na arrecadação dos estados. A forma e o limite da compensação é hoje o principal foco de discussão no Senado.
  • Apesar dos esforços, é possível que pouco seja notado nas bombas de combustíveis os efeitos desta medida. Há três razões para isso:
    • O preço dos combustíveis está atualmente defasado. Segundo a Abicom, a defasagem é de R$ 0,78 no diesel e de R$ 0,95 na gasolina.
    • A situação do preço do petróleo internacional continua instável. A sanção da União Europeia ao petróleo russo fez com que o barril voltasse a ser negociado próximo a US$120. O que vai definir o preço dos combustíveis no Brasil é, acima de tudo, o comportamento do preço internacional.
    • Medidas que vão contra a responsabilidade fiscal e o cumprimento do teto de gastos repercutem negativamente sobre as expectativas do mercado, exercendo pressão altista sobre o dólar. A desvalorização do real frente ao dólar pode fazer desaparecer os ganhos das medidas tributárias propostas para o consumidor de combustíveis.
  • Lembre-se que com as mudanças o etanol pode perder competitividade relativamente à gasolina, na contramão de desejável estímulo aos combustíveis verdes.

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