Fique sempre atualizado

Minuto de economia

Fique por dentro de tudo que acontece.

Dança dos índices: IGP-M aquém do esperado e abaixo do IPCA… | MINUTO DE ECONOMIA

  • O IGP-M de junho subiu 0,59%, abaixo da expectativa do mercado (0,69%) e acima da GO Associados (0,5%). No acumulado de 12 meses o índice está em 10,70% até junho de 2022. Em junho de 2021, o mesmo índice acumulado em 12 meses estava em 35,75%.
  • O IGP-M sofre uma influência direta do câmbio, com 60% do índice composto de preços aos produtores amplo (IPA). Em 2021, a forte desvalorização cambial somada à alta de commodities como o minério de ferro fizeram o IGP-M disparar.
  • Isto causou um descolamento do IGP-M na comparação com os índices de inflação ao consumidor. Até abril o IGP-M seguia mais alto do que o IPCA; porém, com o choque no preço dos combustíveis e dos alimentos, o IPCA registrou alta, e com um período de valorização do Real o IGP-M apresentou desaceleração comparativamente ao ano passado.
  • O Índice de Preços ao Produtor Amplo (IPA), que representa 60% do IGP-M, subiu 0,30% em junho, contra 0,45% em maio.
  • Os combustíveis seguem com impacto sobre o indicador. O diesel apresentou um aumento de 6,96% em junho.
  • Índice de Preços ao Consumidor (IPC), que representa 30% do IGP-M, apresentou um crescimento de 0,71% em junho contra 0,35% em maio. A alta foi puxada pelos setores de habitação, 0,65%, e vestuário, 1,52%.
  • O Índice Nacional de Construção (INCC) cresceu 2,81% em junho e foi o destaque negativo do mês, com forte alta. No acumulado do ano o INCC está em 11,25% em 12 meses.

DEFLAÇÃO ELÉTRICA EM 2022 DEPOIS DO CHOQUE ELÉTRICO EM 2021…

  • A melhora na situação dos reservatórios e o fim da tarifa de escassez hídrica fez as contas de luz deixassem de pressionar a inflação, e em 2022 apresentassem deflação. Entre janeiro e maio, a energia elétrica residencial ficou 13,59% mais barata, segundo o IPCA.
  • Essa deflação é ocasionada pelo fim da bandeira de escassez hídrica, que foi criada ano passado e vigorou até abril com a cobrança adicional de R$14,20 a cada 100 kW/h consumidos. Em 2021 a conta de luz ficou, em média, 21,21% mais cara.
  • Apesar do fim da bandeira de escassez hídrica, a conta da situação crítica do ano passado, que obrigou a contratação de energia termoelétrica cara, por exemplo, ainda não foi totalmente paga. Essa situação deve motivar novos reajustes como o recentemente autorizado pela Aneel (agência reguladora do setor de energia elétrica) para a Enel, distribuidora de energia em municípios de São Paulo. O aumento da tarifa da conta de luz que passa a vigorar em julho, será em média de 12,04%.
  • Recentemente a Enel também reajustou as bandeiras tarifárias, que são aplicadas quando o nível dos reservatórios está abaixo do ideal. A bandeira amarela, por exemplo, aumentou 59,5%, passando de R$1,87 para 2,98 a cada 100kW/h consumidos.
  • Atualmente o Operador Nacional do Sistema (ONS) indica que estamos na bandeira verde, sem a cobrança de taxa adicional.
  • Apesar da boa situação dos reservatórios, a previsão do Banco Central é de que o ano termine em bandeira amarela, dado o alto consumo que ocorre no verão.

Compartilhe essa publicação!

Talvez essas publicações também te interessem!