[1] Foto retirada do Google

Destaques da Lava Jato – 31 outubro a 14 de novembro

Esta edição do Relatório Executivo traz as principais notícias do que ocorreu na Operação Lava Jato nas últimas duas semanas. Além da chamada “Operação Dragão”, deflagrada na última semana. Lula e Temer terão de depor como testemunhas de defesa de Cunha e o ex-ministro Palocci agora é réu na Operação.

Foi deflagrada na última quinta-feira (10) a 36ª fase da Operação Lava Jato em cidades do Paraná, São Paulo e Ceará. Batizada de Operação Dragão, a ação apura a lavagem de R$ 50 milhões para empresas já investigadas pela força-tarefa da operação. O empresário e lobista Adir Assad, que já está preso em Curitiba (PR), e o advogado Rodrigo Tacla Duran, são alvos dos mandados de prisão.

Adir Assad já foi condenado na Lava Jato a 9 anos e 10 meses de prisão por lavagem de dinheiro e associação criminosa. Ele foi preso pela primeira vez na operação em março de 2015, na 10ª fase. De acordo com os procuradores, Duran foi responsável por lavar dezenas de milhões de reais por intermédio de pessoas jurídicas por ele controladas.

O nome “dragão” dado à investigação é uma referência aos registros na contabilidade de um dos investigados que chamava de “operação dragão” os negócios fechados com parte do grupo criminoso para disponibilizar recursos ilegais no Brasil a partir de pagamentos realizados no exterior. Os registros são das planilhas do Setor de Operações Estruturadas da Odebrecht, chamado por investigadores de “departamento da propina”.

AGENTES POLÍTICOS

Eduardo Cunha, ex-deputado federal (PMDB-RJ)

O ex-presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), foi preso dia 19 de outubro, em Brasília, sob acusação de receber propina de contrato de exploração de petróleo no Benin, na África, e de usar contas na Suíça para lavar o dinheiro. Desde então, está na carceragem da Polícia Federal, em Curitiba.

Tanto o ex-presidente da República Luiz Inácio Lula da Silva (PT), quanto o atual presidente Michel Temer (PMDB), foram arrolados como testemunhas de defesa de Cunha. Na última terça-feira (08), o juiz federal Sérgio Moro marcou o depoimento de Lula, no dia 30 de novembro, e também notificou a Presidência da República sobre o depoimento de Temer, que ainda decidirá quando prestará seu depoimento no processo.

Antônio Palocci, ex-ministro da Fazenda e da Casa Civil

[1] Foto retirada do Google
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Na quinta-feira (03) o juiz federal Sérgio Moro aceitou denúncia feita pelo Ministério Público Federal contra o ex-ministro Antônio Palocci, preso no dia 26 de setembro pela 35ª fase da Operação Lava Jato. A denúncia contra Palocci, que agora é réu na operação, trata de corrupção passiva e lavagem de dinheiro.