[1] Foto retirada do Google

Destaques de Lava Jato – 22 agosto a 5 de setembro

Nesta edição do Relatório Executivo, o indiciamento do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva por crimes de corrupção passiva, falsidade ideológica e lavagem de dinheiro; julgamento da senadora Gleisi Hoffmann; indiciamento de Ildefonso Colares Filho, ex-presidente da construtora Queiroz Galvão; e últimas notícias sobre os réus da 23ª fase da Lava Jato.

AGENTES POLÍTICOS

Luis Inácio Lula da Silva, ex-presidente da República

Na sexta-feira (26), o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva foi indiciado pela Polícia Federal (PF), juntamente com sua mulher, Marisa Letícia, por crimes como corrupção passiva e lavagem de dinheiro. Lula responde ainda por crimes de falsidade ideológica. Ambos são investigados, com mais três outras pessoas, por supostas irregularidades na aquisição e reforma de um apartamento tríplex do Edifício Solaris, no Guarujá, no litoral de São Paulo, e no depósito de bens do ex-presidente.

De acordo com o delegado federal Márcio Adriano, “foi possível apurar que o casal Luiz Inácio Lula da Silva e Marisa Letícia Lula da Silva foi beneficiário de vantagens ilícitas, por parte da OAS”. Os valores, segundo ele, estão estimados em R$ 2.430.193,61 referentes às obras de reforma do apartamento e ao custeio de armazenagem de bem do casal. O delegado menciona “estranheza” pelo fato de Lula negar conhecer Paulo Gordilho, sendo que ambos aparecem em fotos juntos.

O advogado do casal, Cristiano Zanin Martins, afirmou em nota que as conclusões do relatório da PF “tem caráter e conotação políticos e é, de fato, peça de ficção”.

João Santana, ex-marqueteiro do PT

Na terça-feira (23), o Ministério Público Federal (MPF) pediu à Justiça que os réus da ação penal referente à 23ª fase da Operação Lava Jato ressarçam a Petrobras em R$ 1,5 bilhão pelos danos causados com corrupção. Além da multa, solicitou a devolução de mais de R$ 790 milhões de produto do crime. O ex-marqueteiro do PT, João Santana, bem como sua mulher, Monica Moura, estão entre os réus e respondem por corrupção passiva e lavagem de dinheiro.

De acordo com a denúncia feita pela força-tarefa da Lava Jato, o casal recebeu US$ 3 milhões de offshores ligadas à Odebrecht, entre 2012 e 2013, e US$ 4,5 milhões do engenheiro Zwi Skornicki, entre 2013 e 2014. Além do casal, outros réus também estão incluídos no pedido de ressarcimento do MPF, são eles o engenheiro Zwi Skornicki, o ex-tesoureiro do PT João Vaccari Neto, o ex-gerente da petrolífera Eduardo Musa e o ex-diretor da Sete Brasil João Ferraz.

Gleisi Hoffmann, senadora do PT

[1] Foto retirada do Google
[1] Foto retirada do Google

No dia 26 de agosto, o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Teori Zavascki, pediu o adiamento do julgamento da denúncia apresentada contra a senadora Gleisi Hoffmann (PT-PR) e seu marido Paulo Bernardo na Operação Lava Jato. A análise antes marcada para a última terça-feira (30) ainda não tem data marcada. Teori entendeu que, como Gleisi tem o direito, por lei, de acompanhar o julgamento de questões contra ela, a análise não poderia ocorrer enquanto ocorria o julgamento do processo de impeachment de Dilma Rousseff.

A senadora é acusada de corrupção passiva e lavagem de dinheiro por suposto recebimento de valores desviados da Petrobras para sua campanha ao Senado em 2010. O procurador-geral da República, Rodrigo Janot, autor da denúncia, afirma que delações premiadas da Lava Jato e provas obtidas a partir delas apontam indícios suficientes do envolvimento de Gleisi, seu marido e o empresário Ernesto Kugler, ligado ao casal, em atos de corrupção. A senadora nega ter recebido qualquer dinheiro ilícito.

EMPRESÁRIOS

Ildefonso Colares Filho, ex-presidente da construtora Queiroz Galvão

Na última quarta-feira (31), a PF indiciou sete pessoas em inquérito da 33ª fase da Operação Lava Jato, que investigou fraudes em contratos para beneficiar a construtora Queiroz Galvão. Dentre os indiciados está o ex-presidente da empreiteira, Ildefonso Colares Filho. O executivo teria supostamente se comprometido a pagar R$ 10 milhões em propina a parlamentares envolvidos na CPI da Petrobras de 2009, com o objetivo de que eles atrapalhassem as investigações.

Ildefonso passou a cumprir prisão domiciliar na segunda-feira (29), após uma decisão judicial. Ele teria recebido um diagnóstico de câncer e precisava de uma cirurgia de urgência. Agora o MPF deve analisar o documento da PF e decidir se apresenta denúncia contra ele.