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Destaques de Lava Jato – 5 a 19 de setembro

Esta edição do Relatório Executivo traz um breve resumo dos acontecimentos na operação Lava Jato envolvendo o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, além de informações sobre a condenação de seu amigo, o pecuarista José Carlos Bumlai. Segundo afirmou o procurador Deltan Dallagnol, na semana passada, Lula era o “comandante máximo do esquema de corrupção identificado na Lava Jato”.

AGENTES POLÍTICOS

Luiz Inácio Lula da Silva, ex-presidente da República

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Na última quarta-feira (14), o Ministério Público Federal (MPF) denunciou o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, sua mulher, Marisa Letícia, e mais seis pessoas no âmbito da operação Lava Jato. Os crimes são de corrupção ativa, passiva e lavagem de dinheiro. Contra Lula, pesa a denúncia de que ele teria recebido R$ 3,7 milhões em propinas via três contratos da empreiteira OAS com a Petrobras.

De acordo com o procurador Deltan Dallagnol, Lula era o “comandante máximo do esquema de corrupção identificado na Lava Jato” e teria recebido propinas de forma dissimulada por meio da reserva e reforma de um apartamento tríplex em Guarujá, no litoral de São Paulo, e do custeio do armazenamento de seus bens.

A denúncia do MPF está sob análise da 13ª Vara Federal Criminal, em Curitiba. De acordo com a assessoria de imprensa da Justiça Federal do Paraná, o despacho deverá ser publicado hoje. Caso o juiz federal Sérgio Moro, responsável pelos processos da Lava Jato em primeira instância, entenda pelo prosseguimento, os denunciados serão citados e intimados para apresentar uma defesa preliminar em até dez dias. A defesa prévia definirá se Lula se tornará réu.

Na quinta-feira (15), Lula fez discurso em evento do diretório do PT, em São Paulo. O ex-presidente voltou a negar irregularidades e chegou a chorar em alguns momentos. Em nota, seus advogados disseram que Lula e sua mulher “repudiam pública e veementemente a denúncia” do MPF.

José Carlos Bumlai, pecuarista

Na última quinta-feira (15), o pecuarista Bumlai foi condenado pelo juiz federal Sérgio Moro a nove anos e dez meses de prisão em um processo da 21º fase da operação Lava Jato. Amigo do ex-presidente Lula, Bumlai foi condenado por participação, obtenção e quitação fraudulenta do empréstimo no Banco Schahin de R$ 12 milhões, em 2004, além de participação e obtenção de vantagem indevida no contrato entre a Petrobras e o Grupo Schahin para a operação do navio-sonda Vitória 10.000. A defesa afirmou que vai recorrer.