[1] Foto retirada do Google

Edição especial: Destaques da Lava Jato – 14 a 21 de novembro

Esta edição do Relatório Executivo traz informações sobre a Operação Chequinho e a Operação Calicute, ambas deflagradas nesta última semana. Os principais alvos foram os dois ex-governadores do Estado do Rio de Janeiro, Anthony Garotinho (PR) e Sérgio Cabral (PMDB).

Dois ex-governadores do Rio de Janeiro foram presos pela Polícia Federal (PF) em apenas 24 horas. Anthony Garotinho (PR), foi preso na manhã de quarta-feira (16), em seu apartamento no Flamengo. Ele atuava como secretário de Governo na administração de sua mulher, Rosinha Garotinho, em Campos Goytacazes, interior do Estado do Rio de Janeiro. A PF o acusa de liderar um esquema que teria usado o programa social Cheque Cidadão, que concede mensalmente um benefício de R$ 200 a famílias de baixa renda do município, para comprar votos nas eleições municipais de outubro deste ano. Ele foi governador do Rio de 1998 a 2002. No último ano, ele concorreu à Presidência e sua mulher foi eleita governadora do Estado. Derrotado por Lula, ele assumiu o cargo de Secretário de Segurança Pública do RJ.

[1] Foto retirada do Google
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Após ser preso, Garotinho passou mal e foi levado ao Hospital Souza Aguiar. No dia seguinte foi encaminhado ao Complexo Penitenciário Gericinó, em Bangu. Por determinação do Tribunal Superior Eleitoral (STE), o ex-governador foi levado, na madrugada de sábado (19), ao hospital Quinta D´Or, onde realizou alguns exames. Na manhã do domingo (20,) foi submetido a uma cirurgia cardíaca e, de acordo com a juíza Luciana Lóssio, do TSE, seguirá para prisão domiciliar quando deixar o hospital.

Já Sérgio Cabral (PMDB) foi preso na manhã de quinta-feira (17) em seu apartamento no Leblon. Ele governou o Rio por dois mandatos, de 2007 a 2014, e aos 53 anos foi preso pela Operação Calicute, uma parceria articulada entre as forças-tarefa da Lava Jato que atuam no Rio e no Paraná. Ele responderá pelos crimes de corrupção, organização criminosa e lavagem de dinheiro. De acordo com o Ministério Público Federal, o ex-governador comandava um grupo político que recebeu cerca de R$ 224 milhões de propina em troca de favorecer empreiteiras em contratos de obras públicas do Estado. Os maiores valores foram pagos pela Andrade Gutierrez e Carioca Engenharia. Em delações premiadas, executivos de ambas relataram a participação de Cabral no esquema de cobranças de “mesadas”.

Ainda na quinta-feira, Cabral foi levado para uma cela na cadeia conhecida como Bangu 8. A unidade foi inaugurada pelo próprio ex-governador em 2008 e é “destinada a pessoas que possuem nível superior”. Ele divide a cela com outros cinco detentos, todos seus conhecidos. Além dele estão na cela seus ex-secretários e assessores José Orlando Rabelo, Carlos Emanuel de Carvalho Miranda, Hudson Braga, Luiz Paulo Reis e Paulo Fernandes Magalhães Pinto Gonçalves, todos alvos da Operação Calicute.