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Ata do Copom indica taxa de juros mais altas e por mais tempo… | MINUTO DE ECONOMIA

  • A ata da última reunião do Copom, divulgada hoje, trouxe detalhes da decisão que aumentou a taxa básica de juros em 0,5 p.p. passando de 12,75% para 13,25% ao ano. 
  •  Desde o início de 2021 a taxa de juros vem subindo, passando de 2% ao ano na reunião de 20 de janeiro de 2021 para 13,25%, a 13º alta consecutiva. 
  • O Copom avaliou que, dado o cenário externo desfavorável e a inflação persistente, deve ocorrer outro aumento de igual ou menor magnitude na reunião que acontece nos dias 2 e 3 de agosto. A projeção da GO Associados é de que o novo aumento seja de 0,5 p.p., o que levaria a taxa a 13,75%.  
  • A decisão de aumentar a taxa de juros não considerou os impactos da PLP 18/21, que impõe um teto para o ICMS sobre combustíveis, energia e telecomunicações, dadas as incertezas do impacto da redução tributária sobre o preço final dos produtos e serviços. 
  • Entretanto, a demissão de mais um presidente da Petrobras, que havia sido indicado pelo governo, cria um cenário de incerteza, com reflexos no câmbio e pode diluir os impactos da redução de impostos. 
  • Outros destaques da ata:  
  • i. A subida na taxa de juros em diversos países, como os EUA, cria uma pressão adicional sobre o custo do dinheiro em países emergentes, como o Brasil; 
  • ii. Inflação subjacente, isto é, sem as oscilações transitórias, continua pressionada; 
  • iii. A atividade econômica com base nos indicadores divulgados desde a última reunião está surpreendendo positivamente; 
  • iv. O Copom projeta o retorno de uma tarifa extra na conta de luz (bandeira amarela) no final de 2022 e o barril do petróleo próximo de US$110. Nesse cenário, as projeções de inflação do Copom situam-se em 8,8% para 2022, 4,0% para 2023 e 2,7% para 2024. Entretanto, essas projeções não incluem o impacto do PLP 18/22. 
  • v. Incerteza fiscal continua a representar um problema. 
  • O cenário observado pelo Copom indica uma maior necessidade de aumento na taxa de juros dado que a inflação não cede e a atividade continua relativamente aquecida. O comunicado reafirmou a intenção de trazer a inflação para as metas em um horizonte mais amplo, de 2022/23. 

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