Após acomodação, atividade deve retomar alta em setembro

Os dados de atividade referente ao mês de agosto mostraram retração da economia no período, ante o mês de julho. O principal deles, o IBC-Br, indicador mensal calculado pelo Banco Central que busca antecipar o comportamento do PIB, registrou queda de 0,38% no mês. Para o economista da GO Associados, Luiz Castelli, tal queda não muda a tendência de recuperação da economia brasileira, e deve ser interpretado como uma acomodação, depois de uma sequência positiva de alta.

Em artigo para o Relatório Executivo desta semana, Castelli afirma que os sinais de recuperação são melhor vistos quando se compara o desempenho de agosto contra agosto do ano passado. Nesse caso, a economia brasileira cresceu 1,64% em tal base de comparação, de acordo com o índice IBC-Br.

Castelli diz que os fundamentos econômicos reforçam o cenário de retomada da atividade. A inflação segue bem-comportada, a taxa de juros segue em queda, a confiança dos agentes tem melhorado, o mercado de crédito dá sinais de recuperação, assim como o mercado de trabalho. Além disso, o economista mostra que, apesar dos números negativos de agosto, o Indicador de Difusão da Atividade Econômica da GO Associados (ID-GO) registrou seu maior patamar em agosto, desde maio de 2010.

Segundo o economista da GO, vários indicadores antecedentes de setembro já foram divulgados, e no geral, registraram crescimento no período, como a produção de veículos que subiu 4,0% ante agosto e, a produção de aço bruto, que registrou alta de 3,0%. “Em suma, os dados de agosto não alteram a trajetória de retomada, tanto que a expectativa é que setembro volte a mostrar números positivos”, afirma Castelli.